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Ciclista no trânsito. Atenção redobrada!

Seja para lazer, esporte, trabalho ou como meio de transporte no dia a dia, a bicicleta aos poucos ganha mais adeptos.
No Brasil, o trânsito das grandes cidades ainda é deficiente na disponibilidade de ciclovias exclusivas, obrigando ciclistas e automóveis a dividirem o mesmo espaço. Desde que o respeito entre os envolvidos e ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) seja mantido, dividir as vias não é um problema.

O CTB valoriza essencialmente a vida e não o fluxo de veículos. Por esse motivo, os pedestres sempre têm prioridade sobre os ciclistas, que por sua vez tem preferência sobre outros veículos. Na prática, recomenda-se aos motoristas de veículos automotores a distância de 1,5 m ao ultrapassar os ciclistas, que devem transitar a direita da faixa no sentido regulamentado. Além de perigoso, ultrapassar muito próximo da bicicleta é infração média com multa, e pode ser considerada gravíssima em caso de excesso de velocidade.

O texto do artigo 170 do CBT esclarece também que “dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública, ou os demais veículos” é infração gravíssima, cuja penalidade é multa e suspensão do direito de dirigir, além de retenção do veículo e recolhimento da habilitação. Já para os ciclistas, na ausência da ciclovia ou faixa exclusiva, seu dever é circular na rua, no sentido regulamentado para a via e, claro, devidamente sinalizado. Segundo o artigo 105 do CTB é obrigatório o uso de campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e a utilização do espelho retrovisor no lado esquerdo.

Gentileza gera gentileza

A fotógrafa paulista Fernanda Frazão, que usa a bicicleta para se locomover por São Paulo, comenta que quando possível, usa a bike até pra ir pra balada. Ela acredita que o respeito e a interação entre ciclistas e motoristas deve ser a base dessa relação. “Quando estou na bicicleta eu tento me fazer presente na rua, se tiver a oportunidade até paro para conversar com o motorista e conto se me senti ameaçada com a fechada que sofri, por exemplo. E claro, várias vezes também acabo agradecendo as atitudes legais. Imagino que isso possa transformar a relação em algum sentido positivo. Mas acho que há uma conscientização gradual conforme esse assunto vai se tornando parte da agenda pública”, conclui.

Fonte/foto: Blog da Ale

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